Princípios da nossa colaboração

O nosso guia de orientação para fornecedores deve facilitar aos fornecedores existentes e potenciais o caminho para uma colaboração estreita, confiante, justa e cooperativa com a Bizerba.

Este guia de orientação mostra uma visão geral das bases da relação comercial da Bizerba com os fornecedores. Sobretudo os novos parceiros de negócios podem informar-se rápida e facilmente sobre os elementos essenciais da nossa política de qualidade. Desde o início da colaboração, eles têm a possibilidade de exercer uma influência voltada para a qualidade dos produtos da Bizerba.

1. Introdução

1.1 Finalidade

No ambiente intenso de concorrência nacional e internacional, a alta qualidade desempenha um papel decisivo. Uma vez que, para a fabricação, utilizamos, em grande medida, peças produzidas pelos fornecedores, a qualidade dos nossos fornecedores é uma parte integrante da qualidade dos produtos da Bizerba. Esperamos, por isso, um fornecimento conveniente de produtos de alta qualidade, sem defeitos, ecológicos e a preços competitivos.

A composição perfeita e a confiabilidade das peças, dos materiais e dos serviços fornecidos, assim como uma capacidade de processo e de qualidade demonstrável contribuem significativamente para que a Bizerba consiga alcançar os seus elevados objetivos em termos de qualidade.

O nosso requisito é: evitar erros desde o início, em vez de corrigi-los. Por isso, logo na fase de desenvolvimento da produção, certificamo-nos de que evitamos eficazmente o surgimento de erros, através de uma colaboração cooperativa. Isto é alcançado graças a uma alta capacidade de processo e a uma melhoria contínua de todos os processos na cadeia de fornecimento. Isto porque apenas processos controlados e efetivos garantem produtos sem defeitos.

Decidimos, em conjunto com os nossos fornecedores, estabelecer processos seguros e robustos e evitar o desperdício de material, de tempo e de outros recursos. Este guia de orientação não é um conjunto de regras rígido, mas sim um esboço dos nossos requisitos para os nossos fornecedores. Ele se baseia, sobretudo, nos requisitos da indústria para a garantia da qualidade.

 

1.2 Área de aplicação

O guia de orientação determina como os fornecedores e a Bizerba devem proceder para garantir a qualidade dos materiais, das peças e dos serviços fornecidos. Ele se baseia na série de normas DIN EN 9000 e posteriores, nos padrões habituais do setor, assim como nas normas relevantes de proteção ambiental.

Além disso, este guia de orientação contém condições, processos e procedimentos que complementam os acordos de política de compra e/ou todos os outros contratos (por exemplo, acordos de garantia da qualidade). Ele é válido para todas as relações comerciais entre a Bizerba e os seus fornecedores. No caso de eventuais disputas, os conteúdos de um acordo de garantia da qualidade têm prioridade sobre os regulamentos do acordo de política de compra e outros contratos, desde que não se tratem de acordos individuais.

A Bizerba espera que todos os fornecedores implementem de forma consistente todos os processos e métodos descritos e que cumpram completamente todas as exigências específicas. Os fornecedores assumem uma responsabilidade conjunta pelos seus próprios produtos e, assim, também pela qualidade dos produtos da Bizerba.

 

1.3 Acordo sobre os objetivos

A Bizerba espera, essencialmente, o cumprimento do princípio de zero erros. Todos os fornecedores são obrigados a estabelecer este objetivo nos seus sistemas de gerenciamento de qualidade e a basear todos os processos no mesmo. Em casos individuais, a Bizerba irá definir diretrizes específicas e, se necessário, verificar o cumprimento dos objetivos através de comparações periódicas entre a situação pretendida e a situação real. No caso do incumprimento dos objetivos, o fornecedor deve introduzir medidas.

2. Sistema de gerenciamento de qualidade

A capacidade de qualidade exige de cada fornecedor da Bizerba o uso de um sistema de gerenciamento de qualidade moderno e eficiente. Dentre eles, incluem-se:

  • ISO 9001:2000 como requisito mínimo
  • ISO/TS 16949 2002
  • QS 9000; VDA ou requisitos igualmente aceites

Os fornecedores que não cumpram os requisitos mínimos da norma ISO 9001:2000 ou não planejem a continuação do desenvolvimento do seu sistema podem ser submetidos a uma auditoria do sistema pela Bizerba. Se o grau de cumprimento estiver acima dos 90 por cento, existe a possibilidade de ser admitido enquanto fornecedor.

O contratado deve garantir que todos os produtos fornecidos são testados e verificados de acordo com as regras e aos requisitos do sistema de gerenciamento de qualidade. É de sua responsabilidade garantir, de imediato, que estes requisitos sejam compatíveis com o seu sistema de gerenciamento de qualidade.

Como requisito mínimo, o contratado deve respeitar as disposições legais e as normas referentes à sustentabilidade ambiental dos seus produtos. A Bizerba recomenda a introdução de um sistema de gerenciamento ambiental de acordo com a norma DIN 1400.

3. Sistema de gerenciamento de qualidade para subfornecedores

O fornecedor deve exigir aos seus subfornecedores o estabelecimento e a manutenção de um sistema de gerenciamento de qualidade comparável, em conformidade com os requisitos supracitados. A qualidade perfeita das suas peças compradas e/ou das peças melhoradas externamente tem de estar sempre assegurada. A Bizerba pode exigir ao contratado provas documentadas de que o fornecedor comprovou a eficácia do sistema de gerenciamento de qualidade do seu subfornecedor. Se surgirem problemas de qualidade causados por produtos preliminares ou peças, o fornecedor dará à Bizerba, quando solicitado, a possibilidade de realizar uma auditoria aos seus subfornecedores.

4. Realização de auditorias

4.1 Auditoria

Normalmente, no caso de fornecedores certificados, a Bizerba não realiza nenhuma auditoria do sistema, mas, se necessário, limita-se a uma auditoria de um processo e/ou produto. No âmbito da auditoria do processo, a Bizerba considera e verifica a cadeia do processo (planejamento, desenvolvimento e fabricação) de um produto. O resultado fornece informações sobre a capacidade de qualidade do fornecedor. Se forem detectadas discrepâncias (falhas), o fornecedor deve desenvolver um plano de medidas para a eliminação das falhas e acordá-lo com a Bizerba.

Através de uma auditoria, a Bizerba pode comprovar a implementação das medidas da garantia de qualidade mencionadas neste acordo. Para isso, o contratado deve garantir, em uma medida adequada e após o acordo prévio de uma data, o acesso às suas instalações e, durante esse período, disponibilizar um colaborador tecnicamente qualificado. Os resultados da auditoria são tratados de forma confidencial. O contratado pode recusar o acesso a processos de fabricação confidenciais e a outros segredos da empresa.

 

4.2 Avaliação

Os resultados e as descobertas da auditoria são avaliados conforme as especificações da Bizerba e divididos pelas seguintes classificações:

  • A (>= 90%)O fornecedor está aprovado para fornecimentos à Bizerba sem limitações.
  • AB (>= 80%)O fornecedor está aprovado com limitações. Ele é obrigado a eliminar as discrepâncias detectadas na auditoria dentro do período de tempo previsto.
  • B (>= 60%)O fornecedor apenas tem permissão para realizar fornecimentos em casos excepcionais. Ele tem de eliminar as discrepâncias detectadas na auditoria dentro do período de tempo previsto, para alcançar, pelo menos, a classificação AB.
  • C (< 60%)O fornecedor não tem permissão para realizar fornecimentos

A aprovação dos fornecedores legitima os fornecedores somente do ponto de vista da sua capacidade de qualidade. As aprovações de produtos têm lugar no âmbito do processo de aprovação e amostragem definido pela Bizerba.

5. Acordo de garantia da qualidade (AGQ)

Para conferir à colaboração entre o fornecedor e a Bizerba uma base sustentável, confiante e colaborativa, a Bizerba celebra um acordo de garantia da qualidade (AGQ) com fornecedores selecionados. Ele se refere a todos os produtos fornecidos ou a produtos/grupos de produtos individuais (parte específica do produto).

O AGQ regula a colaboração geral e individual entre o fornecedor e a Bizerba. Ele complementa as condições de compra com aspectos que garantem a qualidade exigida dos produtos. O acordo de garantia da qualidade é coordenado com o fornecedor antes da adjudicação e assinado por ambas as partes.

6. Desenvolvimento de produtos

Faz parte da filosofia básica da Bizerba integrar os fornecedores no processo de desenvolvimento tão cedo quanto possível, principalmente no caso de componentes feitos sob medida.

As vantagens de um desenvolvimento conjunto e da colaboração cooperativa, desde a fase de desenvolvimento de produtos até o início da produção em série, são tempos de desenvolvimento mais reduzidos, assim como soluções qualitativa e economicamente otimizadas para ambos os parceiros. Na fase de desenvolvimento é possível evitar potenciais fontes de erros e substituí-las por processos estáveis e efetivos. Os objetivos comuns são:

  • reduzir o tempo e os custos de desenvolvimento
  • realizar soluções de produtos econômicas
  • diminuir os riscos de erros
  • assegurar o início oportuno da produção em série com produtos tecnicamente sofisticados
  • evitar riscos de responsabilidade sobre produtos

Para isso, os fornecedores trocam com a Bizerba, no âmbito da parceria de desenvolvimento, todas as informações necessárias para a implementação. Estas informações devem ser tratadas de forma totalmente confidencial e não podem ser transmitidas a terceiros. Dentre elas, incluem-se:

  • Especificações
  • Desenhos
  • Cadernos de encargos ou especificações dos produtos
  • Características para funções

O fornecedor pode dar as seguintes contribuições:

  • Sugestões para evitar potenciais erros
  • Reduções dos custos e melhorias dos produtos
  • Estudos de viabilidade
  • Revisões do design, testes, verificações
  • FMEA de todos os tipos
  • Planejamento dos processos
  • Capacidade de processo e qualificações
  • Plano de gerenciamento de qualidade
  • Planejamento dos dispositivos de verificação e dos meios operacionais

A base para a colaboração no desenvolvimento de produtos é um gerenciamento de projetos profissional para ambas as partes.

7. Planejamento prévio dos processos e da qualidade

Ao desenvolver peças e processos para a Bizerba, o fornecedor deve respeitar o processo de planejamento e aprovação determinado de acordo com a norma VDA 4.3 e/ou regulamentos semelhantes. Isto inclui o fornecimento de todos os serviços de forma oportuna e bem-sucedida. A Bizerba tem o direito de verificar o processo de planejamento e aprovação do contratado, assim como as condições prévias do fornecedor.

Junto com a oferta, o fornecedor deve apresentar um estudo de viabilidade, em conexão com um plano geral de desenvolvimento. De forma alternativa ou complementar, também é possível o envio do seu produto ou componentes, com base nas informações disponibilizadas pela Bizerba.

Para produtos e processos que o fornecedor desenvolve e/ou produz para a Bizerba, é acordado um formato de relatório conjunto para o processo de planejamento e aprovação. O fornecedor deve, além disso, nomear uma pessoa de contato para projetos da Bizerba que estará disponível para a equipe do projeto, quando solicitado.

8. Capacidade do processo e das máquinas

8.1 Estudo sobre o sistema de metrologia

Antes de o fornecedor fornecer componentes em série, a capacidade do equipamento de teste deve ser comprovada em um estudo de repetibilidade e reprodutibilidade (estudo R&R). Isto pode ser realizado, por exemplo, conforme as regras da norma VDA 5 ou através de métodos comparáveis.

 

8.2 Capacidade das máquinas

Todas as máquinas e os equipamentos de medição utilizados têm de ter capacidade para o efeito. Os valores Cmk válidos para as máquina/os aparelhos utilizadas/os têm de ser determinados pelo próprio fornecedor ou indicados pelo fabricante das máquinas/dos aparelhos. No caso de valores Cmk inferiores a 1,67, é necessário introduzir medidas corretivas e documentá-las.

 

8.3 Capacidade de processo

Para a fabricação de todos os componentes, são aplicados processos efetivos e controlados, assegurado através de um planejamento cuidadoso para o produto. É sempre aplicável o valor Cpk 1,33 que deve ser comprovado para os(as) parâmetros/dimensões selecionados(as) no âmbito da amostragem inicial.

No caso de parâmetros/dimensões inferiores ao valor Cpk 1,33, é necessário introduzir medidas corretivas ou outras medidas necessárias (por exemplo, verificação final a 100%) e apresentá-las, de modo a garantir a qualidade de fornecimento exigida. Deve-se prestar especial atenção às medidas de verificação assinaladas na especificação.

9. Requalificação/Amostragem subsequente

Para a garantia da qualidade, pede-se a todos os fornecedores da Bizerba a realização de uma requalificação dos componentes. Se, durante um período de um ano, não forem fornecidas quaisquer peças, a aprovação emitida é considerada como prescrita. O fornecedor deve então solicitar uma nova qualificação e a aprovação através da amostragem inicial.

10. Processo de aprovação

10.1 Amostragem inicial

O fornecedor deve realizar uma amostragem inicial de forma oportuna, antes da aprovação da produção em série. Caso não tenha sido acordado nada em contrário, o modelo do respectivo relatório de inspeção deve cumprir as especificações da Bizerba, que se baseiam na norma VDA, vol. 2. O fornecedor tem de documentar todos os requisitos técnicos da especificação de fornecimento/dos desenhos. Em função do produto, o relatório de inspeção de amostra inicial deve conter os seguintes documentos:

  • folha de rosto completamente preenchida e assinada
  • cópia dos desenhos/da especificação de fornecimento/do caderno de encargos da Bizerba
  • desenhos atuais com a numeração de todas características por uma ordem compreensível
  • relatório de medição com todas as medidas nominais e reais
  • relatório de materiais com todos os valores nominais e reais dos materiais
  • relatório funcional (resultados da qualificação, protocolos de medição final dos parâmetros elétricos)
  • plano do fluxo do processo com dados sobre o local/os locais
  • certificados sobre a segurança da produção (capacidade de processo, capacidade das máquinas)
  • plano de gerenciamento de qualidade/plano de controle
  • certificados relativos a substâncias perigosas (folha de dados de segurança CE)
  • permissão para desvios no caso de características divergentes (a ser obtida previamente com a Bizerba)

Caso não tenha sido acordado nada em contrário, para a avaliação estatística dos resultados de verificação e medição, devem ser produzidas 100 peças, 25 das quais devem ser submetidas a uma verificação. As medidas de verificação são acordadas separadamente. As amostras iniciais, incluindo todos os documentos acordados, devem ser fornecidas à Bizerba em uma embalagem própria e assinalada com uma etiqueta colorida com a indicação "Amostra inicial".

 

10.2 Aprovação

A Bizerba verifica se o relatório de inspeção de amostra inicial está completo e em conformidade com os requisitos. Se necessário, as características são novamente verificadas. Relatórios de inspeção incompletos e que apresentem discrepâncias não autorizadas não continuam a ser processados e são devolvidos ao fornecedor.

 

Se forem necessárias amostragens subsequentes por culpa do fornecedor, ele é obrigado a arcar com os eventuais custos do processamento. A Bizerba espera que as peças da amostra inicial correspondam a todos os requisitos. No entanto, se, durante a realização da amostragem, surgirem discrepâncias que não possam ser corrigidas a curto prazo, antes da amostragem inicial deve ser apresentado um pedido por escrito para uma permissão limitada para desvios ou uma alteração do desenho/da especificação.

 

A perspectiva de autorização deve ser previamente esclarecida pelo fornecedor. A realização de correções deve ser autorizada através de uma nova apresentação de um relatório de inspeção de amostra inicial. As datas acordadas para as correções têm de ser cumpridas. A aprovação dos componentes é realizada através da assinatura na folha de rosto.

 

Os desvio autorizados são assinalados. A folha de rosto assinada é para o fornecedor. Sem esta aprovação, não podem ser realizados quaisquer fornecimentos em série à Bizerba.

 

10.3 Folhas de dados de materiais/Proibições de substâncias

As folhas de dados de materiais devem ser sempre apresentadas junto com o relatório de inspeção de amostra inicial. O fornecedor garante o cumprimento das proibições de substâncias de acordo com as listas de proibição de substâncias da Bizerba, assim como dos requisitos nacionais e internacionais. As diretivas RoHS e WEEE devem ser respeitadas.

11. Arquivamento e rastreabilidade

11.1 Arquivamento

O fornecedor irá conservar todos os dados necessários, de forma claramente organizada, até, pelo menos, 15 anos após a conclusão da produção em série e disponibilizá-los à Bizerba quando tal for solicitado. Entre eles encontram-se valores de medição e resultados de verificações, assim como amostras necessárias para comprovar a qualidade necessária e, sobretudo, dados de fabricação de materiais e dados de verificação. Para o caso de os componentes terem de ser detalhadamente documentados, o seu período de arquivamento é definido na especificação/no desenho dos componentes.

 

11.2 Identificação e rastreabilidade

Se tal for solicitado, o fornecedor deve assinalar todas as peças com um código de rastreamento em cada embalagem individual. Se isto não for possível ou adequado, devem ser tomadas outras medidas apropriadas, de modo a ser possível rastrear todos os passos de materiais e processos em caso de erros. O contratado deve explicar à Bizerba o seu sistema de identificação ou as suas outras medidas, para que a Bizerba possa introduzir os seus próprios processos de verificação, na extensão necessária. Os documentos de rastreabilidade devem ser disponibilizados à Bizerba, no máximo, três dias úteis após o pedido. Se, entre os produtos fornecidos pelo fornecedor, se encontrarem peças defeituosas, a Bizerba pode rejeitar todo o lote.

12. Alterações

O fornecedor deve comunicar de forma oportuna as seguintes alterações, para que, se necessário, a Bizerba possa verificar os efeitos adversos:

  • processos de fabricação
  • parâmetros de fabricação
  • ferramentas
  • meios operacionais
  • materiais
  • peças de fornecedores
  • relocalização das instalações de fabricação
  • mudança de subfornecedores
  • processos ou instalações para a verificação dos produtos ou outras medidas de garantia da qualidade

As alterações não podem ser implementadas sem a autorização por escrito da Bizerba e, após a autorização, devem ser qualificadas pelo fornecedor. A FMEA, o plano de gerenciamento de qualidade (plano de controle), a vida útil das peças, etc. devem ser adaptados de forma correspondente. Antes de cada alteração dos pontos supracitados, é necessária uma amostragem inicial, cuja extensão tenha sido acordada com a Bizerba. A resposta positiva é considerada como uma aprovação das alterações e conclui o processo. O primeiro fornecimento de peças alteradas tem de ser anunciado por escrito. Os documentos do fornecimento e a embalagem devem indicar claramente que esse se trata do primeiro fornecimento de peças modificadas.

13. Melhorias contínuas

Os produtos e os processos do fornecedor devem corresponder aos mais recentes avanços da ciência e da tecnologia. De modo a garantir isto mesmo, o fornecedor deve realizar um processo contínuo de melhoria, entre outras coisas, ao considerar os relatórios relevantes de feedback.

14. Conformidade

14.1 Teste e monitoramento de produtos

O fornecedor representa a qualidade dos seus produtos. Ele compromete-se a realizar os controles correspondentes dos processos e as verificações finais das mercadorias antes do envio à Bizerba, de modo a cumprir os desenhos acordados ou a especificação do respectivo produto. O desenho da Bizerba constitui a base para as características a serem verificadas. Se necessário, podem ser acordados testes adicionais entre a Bizerba e o fornecedor. Em casos específicos, eles podem ser certificados de conformidade para fornecimentos individuais, assim como comprovantes de conformidade, de acordo com a norma DIN EN 10204, ou declarações do fabricante, segundo as diretivas da UE relevantes. Além disso, o contratado verifica a identificação correta da unidade de embalamento.

 

14.2 Verificação de recepção

Quando os produtos são recebidos, a Bizerba verifica o número das peças, assim como o tipo e a quantidade de produtos e examina-os quanto a eventuais danos provocados pelo transporte. A Bizerba não tem qualquer obrigação perante o fornecedor de realizar nenhuma outra verificação para além das verificações mencionadas.

15. Falhas/Não conformidade

O fornecedor deve informar imediatamente a Bizerba sobre quebras de qualidade nos seus produtos. Para isso, é necessário incluir o tipo, a dimensão e a causa, assim como as medidas de resolução planejadas. As medidas especiais definidas por ambas as partes para o respectivo caso devem ser implementadas de imediato pelo contratado (por exemplo, um número de testes mais elevado).

 

15.1 Reclamação

O fornecedor deve informar a Bizerba de imediato e por escrito sobre falhas em um fornecimento, assim que ele registrá-las no decorrer normal das operações. O fornecedor deve confirmar por escrito, em um prazo de dois dias úteis, a recepção de reclamações e providenciar a substituição por produtos sem defeitos, de modo a evitar uma interrupção da produção na Bizerba.

 

15.2 Manuseio de peças rejeitadas

As peças rejeitadas são devolvidas ao seu responsável pela garantia da qualidade (GQ) do fornecedor, junto com as informações relevantes. A Bizerba garante uma pré-seleção adequada das peças rejeitadas, de modo que apenas aquelas cuja causa da falha possa ser atribuída ao fornecedor lhe sejam devolvidas. Após a recepção, o fornecedor deverá apresentar, em um prazo de sete dias úteis, um relatório de análise da falha, que deve conter os seguintes pontos:

A. a causa da falha, assim como os motivos pelos quais ela não foi detectada nos testes e verificações do contratado

B. um calendário otimizado para a implementação de medidas corretivas e preventivas com base em um relatório de inspeção ou em um relatório 8-D

C. a data da introdução completa das medidas corretivas e verificação da sua eficácia

 

Se a Bizerba quiser, o fornecedor deve comprometer-se a realizar uma análise da falha relativamente a

A. falhas estimadas da produção líquida

B. falhas nas verificações de confiabilidade e carga

C. falhas em campo

 

15.3 Medidas corretivas

Independentemente da dimensão do envio de peças rejeitadas, o fornecedor deverá apresentar um relatório de inspeção ou um relatório 8-D para todo o período de correção e a fim de manter a Bizerba informada, em um prazo de sete dias úteis após a recepção de reclamações por escrito. Até as medidas corretivas entrarem em vigor, a Bizerba pode exigir ao fornecedor medidas especiais (um número de testes mais elevado, etc.), por um período de tempo adequado, que deverão ser implementadas em um prazo de dois dias úteis. Os custos adicionais daqui resultantes são suportados pelo fornecedor, desde que a falha não tenha sido comprovadamente causada pela Bizerba.

 

15.4 Aprovação especial

Se o fornecedor tiver de fornecer produtos defeituosos, de modo a manter a continuidade da produção da Bizerba, é necessário solicitar previamente à Bizerba uma aprovação especial para o fornecimento. A decisão sobre isto fica à critério da Bizerba.

16. Conformidade

Na colaboração com os nossos fornecedores, o tema conformidade e, assim, o cumprimento das leis e dos regulamentos internos são também necessidades especiais para nós. Os temas de conformidade mais importantes estão à sua disposição no Código de Conduta da Bizerba .

 

Devolva-nos um exemplar assinado como sinal do seu acordo com as disposições aí contidas e tenha também em atenção as passagens correspondentes no nosso questionário para fornecedores.